OPINIÃO: Reflexão para as diretorias e gestores das empresas.
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"É preciso que esta mensagem seja lida não apenas com os olhos da administração, mas com consciência humana."
Por trás de cada uniforme existe uma família. Existe alguém que acorda cedo, enfrenta cansaço, pressão, dificuldades pessoais e ainda assim entrega sua força diariamente para manter a empresa funcionando.
Quando a gestão escolhe o autoritarismo no lugar do diálogo, a pressão abusiva no lugar do reconhecimento e a intimidação no lugar do respeito...não se perde apenas a motivação de uma equipe, perde-se a dignidade das relações humanas nos espaços de convívio da empresa.
Pessoas não podem ser tratadas como peças descartáveis ou números de produção. Existem limites que não deveriam ser ultrapassados por nenhuma liderança. Neste sentido, respeitar o funcionário não é prestar favor; é obrigação moral, ética e trabalhista!
É doloroso perceber que muitos profissionais dedicados vêm adoecendo emocionalmente em silêncio, suportando ambientes pesados, relações desgastantes e uma cultura de gestão que precisa urgentemente ser revista. Resultados ruins não se justificam retirando das pessoas sua paz, sua saúde mental ou sua dignidade.
Esta não é apenas uma reclamação. É um pedido de atenção e revisão de valores. Uma exigência por mudança e um chamado para que representantes da empresa reflitam sobre o tipo de ambiente que estão construindo e sobre o impacto que determinadas condutas têm causado na vida das pessoas.
Respeitar o trabalhador é respeitar a própria essência do trabalho.
"Conviver com injustiças sem poder reagir ou reivindicar direitos é um dos fatores que contribuem para o adoecimento e o burnout no trabalho."
ELIANE PINTOR
Psicóloga, Mestra em Psicologia em saúde Docente Instituto Sedes Sapientiae Interlocutora de Saúde do Trabalhador – SES/SP




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